

A jornada de trabalho de 4 dias, instituída há 6 anos no
país, teve resultados na saúde mental dos trabalhadores e no aumento na
produtividade das empresas.
Os trabalhadores passaram a ter mais tempo com a família, o
nível de estresse caiu e a sociedade ficou mais equilibrada. A mudança começou
de forma tímida, com um projeto-piloto que envolveu aproximadamente 2.500
pessoas. Os testes deram tão certo que, em 2019, o país abraçou de vez a ideia.
Hoje, quase 90% dos trabalhadores islandeses têm jornadas reduzidas de até 36
horas semanais, sem cortes de salário.
“A semana de trabalho mais curta tem sido um grande sucesso
na Islândia e mudou a vida da minha família. Para 90% dos islandeses, a semana
de 36 horas significa menos estresse, mais satisfação no trabalho e mais tempo
para aproveitar a vida”, disse em entrevista ao Farmingdale Observer, a ativista e professora María
Hjálmtýsdóttir.
Produtividade sem prejuízo
Um dos grandes medos no início era que a produtividade
caísse. Mas o que aconteceu foi o contrário.
Em muitos setores, os resultados se mantiveram ou até
melhoraram.
Com menos estresse e mais equilíbrio, os trabalhadores
passaram a produzir com mais foco e eficiência.
Saúde mental
O impacto positivo na saúde mental foi um dos pontos altos
da experiência.
Menos horas no trabalho significaram mais tempo para
descansar, conviver com a família e cuidar de si mesmo.
Isso reduziu os sintomas de ansiedade e do burnout,
principalmente nos jovens da Geração Z.
Fortaleceu igualdade de gênero
A nova jornada também mexeu com a dinâmica das famílias.
Com mais tempo livre, muitos homens passaram a dividir
melhor as tarefas domésticas.
Isso fortaleceu a igualdade de gênero e melhorou o ambiente
familiar. Só benefícios!
Exemplo para o mundo
Hoje, a Islândia é referência mundial na redução da jornada
de trabalho.
Outros países, como Alemanha, Portugal e Reino Unido, também
testam as próprias versões da semana reduzida.
E o Brasil, está pronto para seguir esse exemplo?