

Com mais de 100 mil atendimentos e 60 mil cirurgias e
exames, o Governo do Brasil realizou o maior mutirão da história do Sistema
Único de Saúde (SUS) neste fim de semana. Foi o que afirmou o ministro da
Saúde, Alexandre Padilha, durante o programa Bom Dia, Ministro desta
segunda-feira (15/12), transmitido pelo Canal Gov, da Empresa Brasil de
Comunicação (EBC).
A iniciativa do programa Agora Tem Especialistas reuniu 188
hospitais, entre Santas Casas e outras entidades filantrópicas de todo o país,
que, de forma inédita, se somaram esforços aos hospitais universitários da Rede
Ebserh e aos hospitais e institutos federais ligados ao Ministério da Saúde.
“Esse fim de semana foi um fim de semana histórico para o
SUS porque a gente, de fato, realizou o maior mutirão da história do SUS. Nunca
foram feitos tantas cirurgias eletivas, aquelas que não são de urgência”, disse
o ministro.
“Então, sábado e domingo, normalmente, o hospital só
funciona na sua parte de urgência. Mobilizaram todos os profissionais para que
a gente pudesse operar pessoas que estavam há meses, algumas até anos
esperando. Quando a gente pega tudo que teve de atendimento, foram mais de 100
mil atendimentos, cerca de 60 mil entre cirurgias e exames complexos que têm
que ser feitos dentro do espaço hospitalar. Então, foi uma grande mobilização e
não é só uma ação pontual”.
O Agora Tem Especialistas tem o objetivo de ampliar o acesso
da população a consultas, exames e cirurgias, numa parceria com estados e
municípios. A iniciativa usa a estrutura de saúde do país, pública e privada,
para aumentar a capacidade de atendimento nas redes locais. O programa tem
levado carretas de saúde da mulher para diversos municípios e estados, além de
inauguração de centros e equipamentos essenciais para pacientes oncológicos.
O programa prevê o credenciamento de clínicas e hospitais
privados e filantrópicos para atendimento em seis áreas prioritárias:
oncologia, ginecologia, cardiologia, ortopedia, oftalmologia e
otorrinolaringologia. O objetivo é aumentar em até 30% os atendimentos e
reduzir a espera em policlínicas, UPAs (Unidades de Pronto Atendimento),
ambulatórios e salas de cirurgias.
“A gente está fazendo três grandes mutirões nacionais por
ano, mas ao longo do ano nós criamos pelo Agora Tem Especialistas uma tabela,
um valor diferente. A tabela do Agora Tem Especialistas chega a ser duas, três
vezes maior do que a antiga tabela SUS. Isso estimula os estados, municípios e
hospitais filantrópicos a se organizar, contratar as equipes para fazer essas
cirurgias”.
“E, além disso, tem uma novidade do Agora Tem
Especialistas, que são hospitais privados de plano de saúde, que não atendiam
pelo SUS. Eles podem trocar suas dívidas ou reduzir pagamento de impostos se
eles fizerem mais cirurgias, mais exames, abrir as portas para o SUS. Isso está
crescendo, reduzindo esse tempo de espera de quem está aguardando há tanto
tempo para o atendimento”, explicou Padilha
Segundo o ministro, o próximo mutirão do Agora Tem
Especialistas vai ser realizado em março de 2026, com foco na saúde da mulher.
“Tem muitas mulheres que esperam para uma cirurgia de mioma,
de endometriose, cirurgias para definir o diagnóstico do câncer, cirurgias de
problema de incontinência urinária, que esses mutirões podem rapidamente cuidar
desses casos, fazer uma mobilização muito forte, ocupando os hospitais que
sábado e domingo normalmente só atendem urgência, poder também fazer essas
cirurgias eletivas”, afirmou Padilha.
Carretas
Em outra ação do Agora tem Especialistas, 39 carretas do
programa voltadas para saúde da mulher, de exames de imagem e oftalmológicas
levam atendimento especializado em todo o Brasil, principalmente em áreas de
difícil acesso, com grande demanda por assistência especializada e pouca
estrutura de saúde.
“Aqui no DF (Distrito Federal) a gente teve uma experiência
muito positiva com as carretas do programa Agora Tem Especialistas. A primeira
edição delas ficou em Ceilândia. Mulheres puderam fazer mamografia, biópsia
para o diagnóstico do câncer, ultrassom, que estavam esperando há muito tempo
para fazer esse exame, exames do câncer do colo de útero. Ficou lá 30 dias e
atendeu centenas de mulheres”, disse o ministro.