
A partir de 1º de março de 2026, passam a valer novas regras
para o trabalho aos domingos e feriados. A mudança foi oficializada pelo
Ministério do Trabalho e Emprego por meio da Portaria nº 3.665/2023, cuja
vigência foi ajustada pela Portaria nº 1.066, e altera as condições para
funcionamento de empresas nessas datas.
A nova diretriz retoma a exigência de negociação coletiva
prévia para que estabelecimentos possam operar em feriados. Na prática, o
funcionamento dependerá de previsão expressa em convenção coletiva de trabalho.
O que muda na prática
Até então, diversos setores contavam com autorização
automática para convocar empregados ao trabalho em feriados. Com a nova
regulamentação, essa autorização deixa de ser automática.
A partir de março de 2026, a abertura em feriados só será
permitida se houver acordo formal entre sindicatos patronais e de
trabalhadores. Sem previsão em convenção coletiva, a empresa não poderá
convocar empregados nessas datas.
Além da negociação sindical, os estabelecimentos continuam
obrigados a observar as legislações municipais, que podem impor restrições
adicionais ao funcionamento.
Base legal da mudança
A alteração se fundamenta na interpretação da Lei nº
10.101/2000, que trata da participação nos lucros ou resultados e
disciplina o trabalho em feriados no comércio.
Segundo o Governo Federal, a medida corrige uma
flexibilização anterior que dispensava o diálogo sindical. O objetivo declarado
é reforçar a necessidade de negociação coletiva antes da definição das escalas.
O Ministério do Trabalho informou que a prorrogação da
vigência para março de 2026 buscou permitir que empresas e sindicatos
realizassem os ajustes técnicos e negociações necessárias, evitando impactos
abruptos na prestação de serviços.
Setores atingidos
A nova regulamentação alcança uma ampla lista de atividades
econômicas. Entre os setores impactados estão:
Todos esses estabelecimentos dependerão de convenção
coletiva para operar em feriados.
Papel dos sindicatos
Com a entrada em vigor da nova regra, sindicatos patronais e
de trabalhadores passam a ter papel central na definição das condições de
funcionamento em feriados.
A ausência de acordo pode impedir a abertura de
estabelecimentos nessas datas. Por isso, entidades representativas deverão
intensificar negociações para evitar impactos no calendário comercial de 2026.
Divergência entre trabalhadores e empresários
A mudança divide opiniões.
Representantes dos trabalhadores avaliam a medida como um
reforço ao direito ao descanso e à necessidade de contrapartidas claras para
quem trabalha em feriados.
Já associações empresariais demonstram preocupação com
possÃvel aumento de burocracia e custos operacionais. Há receio de que atrasos
nas negociações resultem em fechamento de lojas em datas de alto movimento.
O que empresas devem fazer agora
Empresas do setor de comércio e serviços devem:
A partir de março de 2026, o funcionamento em feriados
deixará de depender de autorização automática e passará a exigir respaldo
formal em convenção coletiva.