

Com a aproximação do perÃodo eleitoral, a Justiça do Trabalho reforçou o alerta sobre o assédio eleitoral nas relações de trabalho, prática caracterizada pela tentativa de influenciar ou constranger trabalhadores em razão de suas escolhas polÃticas.
O assédio eleitoral ocorre quando empregadores, gestores ou pessoas em posição de autoridade utilizam o ambiente de trabalho para pressionar empregados a apoiar determinado candidato, partido ou posicionamento polÃtico, comprometendo a liberdade do voto, que é garantida pela Constituição Federal.
Segundo a Justiça do Trabalho, a prática é proibida e pode gerar responsabilização nas esferas trabalhista, eleitoral e, em alguns casos, criminal.
Nem toda conversa sobre polÃtica no ambiente de trabalho configura assédio eleitoral. O problema surge quando há pressão, intimidação ou qualquer forma de constrangimento em razão da relação de emprego.
Entre as situações que podem caracterizar assédio eleitoral estão:
A Justiça do Trabalho já condenou empresas por práticas de assédio eleitoral em eleições anteriores.
Em um dos casos, uma indústria de embalagens de Rio Verde (GO) foi condenada após promover reuniões para pressionar empregados a apoiarem determinado candidato durante as eleições de 2022. A empresa teve de pagar indenização por danos morais de R$ 1 mil a cada trabalhador que atuava no perÃodo da campanha.
Em outro processo, uma empresa de Vitória (ES) foi condenada a indenizar uma trabalhadora em R$ 8 mil após ficar comprovado que empregados eram pressionados a manifestar apoio ao candidato defendido pela empresa. A Justiça reconheceu que a dispensa da funcionária ocorreu em razão de sua posição polÃtica.
A Justiça do Trabalho orienta que trabalhadores que sofrerem ou presenciarem situações de assédio eleitoral procurem reunir provas, como mensagens, e-mails, áudios, vÃdeos, fotografias ou testemunhas.
As denúncias podem ser encaminhadas ao:
O denunciante pode solicitar o sigilo de sua identidade durante a apuração.
Empregadores que praticarem assédio eleitoral podem responder por diversas medidas previstas na legislação, entre elas:
A Justiça do Trabalho ressalta que a melhor forma de evitar esse tipo de situação é respeitar a liberdade polÃtica dos trabalhadores e manter o ambiente de trabalho livre de qualquer tipo de pressão relacionada ao processo eleitoral.
Com informações da Agência Brasil.