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Depois da denúncia do Felca tudo andou. O ECA Digital,
sancionado em setembro pelo presidente Lula, entrou em vigor nesta terça, 17,
com novas regras para crianças e adolescentes que entram redes sociais,
aplicativos, jogos e sites e, também, multa de até R$ 50 milhões para
plataformas que exibirem adultização infantil
O Ministério dos Direitos Humanos explicou que o ECA Digital
cria um marco jurídico para a proteção de crianças e adolescentes no ambiente
digital.
São medidas voltadas à segurança online, proteção de
dados, prevenção de riscos e responsabilização de plataformas com conteúdos
ilícitos e práticas abusivas.
Punições rígidas
As plataformas que descumprirem as novas medidas poderão
levar a multas que vão de R$ 10 por usuário cadastrado a R$ 50 milhões,
dependendo da infração.
Além disso, as empresas infratoras poderão ter as atividades
suspensas temporária ou definitivamente. O estatuto estabelece prioridade
absoluta e da proteção integral de crianças e adolescentes no ambiente digital.
A lei 15.211/2025 proíbe a monetização ou impulsionamento de qualquer
conteúdo que retrate menores de forma sexualizada ou com linguagem adulta.
Veja o estabelece o ECA Digital
Apuração de denúncias
Plataformas com mais de 1 milhão de crianças e adolescentes
cadastrados deverão enviar relatórios ao governo para comprovar como
apuraram denúncias e dizer as medidas adotadas.
Outra mudança: a Autoridade Nacional de Proteção de Dados
foi transformada em agência reguladora e terá atribuições ligadas ao Estatuto
Digital da Criança e do Adolescente.
O órgão vai publicar regras e detalhar pontos importantes da
lei como verificar a idade e a vinculação de contas de adultos com menores de
16 anos.
Todos são responsáveis
O ECA Digital prevê que a proteção de crianças e
adolescentes na internet seja uma responsabilidade compartilhada entre os pais,
o Estado e as plataformas digitais.
Lembrando que tudo começou em agosto do ano passado quando o
influenciador Felca gravou um vídeo denunciando a adultização e a exploração
infantil na internet.
O conteúdo de quase 50 minutos viralizou e gerou a
repercussão nacional que o caso precisava para mudar as leis e proteger nossas
crianças e adolescentes nesses tempos de telas.