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Governo e Câmara fecham acordo para reduzir jornada semanal e avançar no fim da escala 6x1

Proposta prevê carga horária de 40 horas semanais, dois dias de descanso e manutenção dos salários; texto deve avançar ainda neste semestre no Congresso

O governo federal e a Câmara dos Deputados fecharam, nesta quarta-feira (13), um acordo para avançar com a proposta que prevê o fim da escala 6x1 no Brasil. O entendimento estabelece a redução da jornada semanal de trabalho de 44 para 40 horas, com dois dias de descanso remunerado e sem redução salarial.

O acordo foi definido durante reunião entre o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), ministros do governo Lula e integrantes da comissão especial que analisa o tema no Congresso Nacional.

A proposta altera o modelo tradicional da escala 6x1 — em que o trabalhador atua seis dias e descansa apenas um — para uma jornada baseada na escala 5x2, já adotada em diversos setores.

Segundo Hugo Motta, além da Proposta de Emenda à Constituição (PEC), também será discutido um projeto de lei enviado pelo governo federal para regulamentar situações específicas de algumas categorias e adequar a legislação trabalhista às novas regras.

“A mudança representa mais qualidade de vida para milhões de famílias brasileiras e o fortalecimento das relações de trabalho”, afirmou o presidente da Câmara.

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Convenções coletivas devem ganhar mais força

Um dos pontos acordados entre governo e Câmara é o fortalecimento das convenções coletivas para tratar particularidades de cada setor econômico.

A ideia é permitir que categorias profissionais e empresas discutam situações específicas dentro dos limites previstos na legislação.

O ministro do Trabalho, Luiz Marinho, afirmou que o país caminha “a passos largos” para aprovação da proposta.

“Estamos consolidando uma jornada que traz mais qualidade de vida ao trabalhador e segurança jurídica para empregadores”, declarou.

PEC deve ser votada ainda neste semestre

A Comissão Especial responsável pelo tema pretende votar o parecer da PEC no próximo dia 27 de maio. Caso seja aprovado, o texto segue para análise do plenário da Câmara no dia seguinte e depois será encaminhado ao Senado.

Atualmente, duas propostas tramitam no Congresso Nacional sobre o tema. Uma delas é de autoria do deputado Reginaldo Lopes (PT-MG) e a outra da deputada Erika Hilton (PSOL-SP). Ambas defendem mudanças na jornada de trabalho e o fim da escala 6x1.

O governo federal trabalha para aprovar as medidas ainda neste semestre e defende que as mudanças tenham aplicação imediata, sem período de transição.

Debate ganhou força entre trabalhadores

A redução da jornada de trabalho e o fim da escala 6x1 ganharam força nos últimos meses e estiveram entre as principais pautas defendidas por movimentos sindicais e trabalhadores durante os atos do Dia do Trabalhador, em 1º de maio.

Entidades sindicais argumentam que a atual escala impacta diretamente a saúde mental, o convívio familiar e a qualidade de vida dos trabalhadores, especialmente em setores como comércio e serviços.

Caso as mudanças sejam aprovadas, o Brasil se juntará a países da América Latina que vêm reduzindo jornadas de trabalho nos últimos anos, como Chile, Colômbia e México.

Com informações Agência Câmara de Notícias

Sindicato dos Empregados no Comercio e Serviços de Teresina