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Fim da escala 6x1 entra em semana decisiva e parecer será apresentado na segunda-feira

Parecer da comissão especial foi adiado para segunda-feira (25) por falta de acordo sobre prazo de transição; texto mantém fim da jornada 6x1 e redução para 40 horas semanais sem corte no salário.

O avanço da proposta que prevê o fim da escala 6x1 entrou em fase decisiva na Câmara dos Deputados. Após articulações em Brasília, o parecer da comissão especial teve a apresentação adiada para a próxima segunda-feira (25) devido a divergências sobre o período de transição da nova regra. A expectativa da presidência da Casa é votar o texto na comissão e levá-lo direto ao Plenário na próxima semana.

Pontos acordados e o impasse da transição

De acordo com o relator da matéria, deputado Léo Prates (Republicanos-BA), os pilares principais do texto já estão pacificados entre as bancadas e não sofrerá alterações. Ficou definido:

·        O fim definitivo da escala 6x1;

·        A redução da jornada máxima para 40 horas semanais;

·        A garantia de dois dias de descanso semanal remunerado;

·        A proibição de redução salarial.

O impasse atual gira em torno de como e quando a regra começará a valer. Setores produtivos pressionam por prazos mais longos de adaptação, alegando impacto nos custos operacionais. Para destravar a votação, o relator indicou que o pilar principal (fim da escala e teto de horas) será fixado via Proposta de Emenda à Constituição (PEC), enquanto as regras específicas de transição para cada setor da economia poderão ser regulamentadas por um projeto de lei paralelo.

Quais propostas estão em debate?

A comissão especial analisa diferentes caminhos para a implementação da nova jornada:

·        Proposta de transição curta: Baseada no texto da deputada Erika Hilton (PSOL-SP), prevê a mudança para o modelo de quatro dias de trabalho semanais em um prazo de até 360 dias após a aprovação.

·        Proposta de transição longa: Baseada no projeto do deputado Reginaldo Lopes (PT-MG), estipula jornada de 36 horas semanais, mas concede um prazo de até 10 anos para a adaptação total das empresas.

·        Projeto do Governo Federal: Tramita de forma paralela um projeto de lei enviado pelo Executivo que estabelece o limite de 40 horas semanais e o modelo rígido de 5 dias de trabalho por 2 de descanso.

Impacto na produtividade e saúde do trabalhador

Apesar das alegações de entidades patronais sobre possíveis prejuízos à competitividade, a presidência da Câmara afirmou publicamente que a condução da pauta busca equilíbrio e que a redução da jornada não deve atrapalhar a produtividade do país.

Estudos econômicos e de saúde ocupacional apontam que a adequação da jornada reduz os índices de esgotamento profissional (Burnout) e acidentes de trabalho, além de aumentar a eficiência no período em que o trabalhador está na empresa. No setor do comércio, o descanso regular reflete diretamente na melhoria das condições de atendimento e na saúde mental dos comerciários.

Próximos passos da tramitação

Após a apresentação do relatório na segunda-feira (25), o texto será votado pelos membros da comissão especial. Se aprovado, segue o compromisso firmado pelo presidente da Câmara, Hugo Motta, de pautar a matéria imediatamente no Plenário. Para virar lei, o texto precisa ser aprovado por maioria qualificada na Câmara e, posteriormente, passar por votação no Senado.

 

Sindicato dos Empregados no Comercio e Serviços de Teresina